A falta de uma política clara e objetiva de reposição anual do efetivo do Corpo de Bombeiros Militar - CBMRS, tem trazido um grave problema à área operacional. As guarnições, principalmente, dos auto bomba tanques (ABT) tem sido compostas com apenas 2 bombeiros militares, decisão que afronta a técnica preconizada.

Estudos de 2016, que visavam adaptar o número de militares embarcados em virtude das novas dinâmicas urbanas, da evolução tecnológica da carga-incêndio e da modernização dos equipamentos de salvamento e combate a incêndio, indicaram que era satisfatório 4 militares por viatura, número que na época já foi muito criticado.

Na proposta daquela antiga articulação operacional, um bombeiro ficaria no acionamento da bomba de incêndio, outros dois nas manobras das mangueiras e operação de equipamentos, e um quarto bombeiro seria responsável pela segurança da via, da viatura, dos próprios bombeiros em ação, dos equipamentos (evitando furtos), além da comunicação com a sede e as autoridades para despachado de providências.

A supressão de efetivo pelos recém criados comandos regionais e a implantação de novos pelotões de bombeiros agravam ainda mais a diluição do escasso efetivo.

A ABERGS vem alertando o governo e o comando pela urgente necessidade da reposição do efetivo através de concurso público para que possamos dar um atendimento com eficiência ao povo gaúcho e, ao mesmo tempo, oferecer mais segurança e dignidade aos próprios bombeiros militares que estão sobrecarregados de trabalho.

Na audiência pública da Assembleia Legislativa ocorrida no dia 23 de fevereiro de 2024, a Coordenação Geral alertou a Comissão de Serviços Públicos da ALRS, que acompanha a falta de efetivo na corporação, sobre o risco de morte dos bombeiros militares estressados pela sobrecarga de missões e pressão interna e externa para o sucesso da missão com precárias condições de trabalho.

A eficiência dos “trens de socorro” passa pela contratação emergencial de 1.200 bombeiros temporários, pedido formalizado à Casa Civil na última reunião do dia de 21 de janeiro do corrente ano, quando estavam presentes o Comandante-Geral e o Subsecretário da Segurança Pública.

Até agora não obtivemos respostas dos nossos pleitos. Enquanto isto, nossos bombeiros militares correm risco de vida por ineficiência do Estado.

 

ABERGS

Unidos em um só corpo, Corpo de Bombeiros!